Rádios AM’s encerram atividades em Campina e a Caturité deve migrar até o mês de junho

Foto da inauguração da Rádio Borborema, em 1949

 

Até bem pouco tempo, Campina Grande tinha várias emissoras na frequência AM, tendo uma das mais antiga delas, a Borborema, dos saudosos shows de auditório, encerrado suas atividades em fevereiro deste ano de 2018, após permanecer algum tempo no ar na transição da emissora para a CBN, só que em FM.

A Rádio Borborema foi fundada em 8 de dezembro de 1949 por Assis Chateaubriand, tornando-se a segunda emissora da cidade de Campina Grande, uma das praças dos Diários Associados com o maior faturamento, e onde já existia a Rádio Cariri, também pertencente ao grupo. Anos depois, também vieram a ser fundados o jornal Diário da Borborema em 1957, e a TV Borborema, primeira emissora de TV do estado, em 1966.

Em 20 de agosto de 2008, devido a uma padronização das emissoras de rádio dos Diários Associados, passou a integrar a Rede Clube Brasil, e mudou o seu nome para Rádio Clube Campina Grande. Sua programação passou a ser composta de programas produzidos localmente e pela cabeça-de-rede, a Rádio Clube de Brasília.[1] Porém, com o desmantelamento da rede de emissoras em 2012, a programação passou a ser inteiramente local.

Em 19 de janeiro de 2015, a emissora teve 57,5% das suas ações vendidas pelos Diários Associados ao Sistema Opinião de Comunicação, pertencente à Cândido Pinheiro, fundador do Grupo Hapvida, que agora passava a responder majoritariamente pela emissora e outros veículos de comunicação do Diários Associados no Nordeste brasileiro.[2] Em 16 de março de 2016, a emissora voltou a se chamar Rádio Borborema.

Em dezembro de 2016, a Rede Paraíba de Comunicação (que controla a TV Paraíba em Campina Grande) comprou a Rádio Borborema, e confirmou a afiliação com a Central Brasileira de Notícias(CBN).

CATURITÉ – Atualmente, apenas uma rádio AM, efetivamente de Campina Grande, se mantém no ar, a Caturité, mas vai migrar para FM até o mês de junho próximo.

A Rádio já adquiriu, além da torre, o novo transmissor em frequência modulada e a nova antena.

“Com a migração, a rádio ganhará qualidade de som e uma potência 3 vezes maior que a segunda a migrar em Campina Grande e 50 vezes maior que a outra. Segundo dados do Ministério, a Caturité será uma das mais potentes da região, operando com 15 mil watts. E isso trará inúmeros benefícios para os ouvintes e para os anunciantes”, destacou Lúcia Duarte, diretora comercial.

ESPERANÇA – Campina Grande ainda conta com a frequência da Rádio Cidade de Esperança, que manem estúdio na cidade e apresenta boa partes do programas diretamente da sede ao lado da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.

CARIRI AM –  A Rádio mais antiga da cidade, na verdade, era a Cariri,  fundada em 13 de maio de 1948. Um ano depois, era fundada a Rádio Borborema, por Assis Chateubriand, dono dos Diários Associados. Opera atualmente na frequência 101,1 MHz desde 1 de dezembro de 2017, mas abandonou o nome Cariri. Segundo a nova direção, o nome Cariri remontava coisa antiga.

OUTRAS EMISSORAS – Além da 101,1, Campina Grande contra com outras FMs: a Correio, Campina FM, Panorâmica e a Arapuan.

 

 

News Reporter

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