Carro de ex-vereador, com adesivo de Lula  é apedrejado por eleitor de Bolsonaro em Campina Grande

O advogado e professor de Direito, em Campina Grande, Olímpio Rocha, denunciou, via rede social, que o seu pai, ex-vereador Márcio Rocha (médico), muito conhecido na cidade, foi vítima da intolerância por parte de eleitor do pré-candidato a Presidente da República, Jair Bolsonaro, fato ocorrido nesta semana, dia 08, na Rua Saturnino de Brito, próximo ao Amigão, no Catolé.

Conforme a postagem, o carro de Marcio Tarradt Rocha foi danificado por um paralelepípedo jogado por um motoqueiro, que o destratou com xingamentos e gritou palavras de ordem pró-Bolsonaro, em razão do adesivo #LulaLivre na carroceria da camionete.

“Não satisfeito, atentou contra a vida de um homem verdadeiramente de bem ao jogar a pedra contra o veículo. Graças a Deus, não atingiu meu pai. As providências legais estão sendo tomadas e já pediremos imagens das câmeras de segurança dos moradores da rua, a fim de identificarmos o agressor.
São tempos sombrios”, destacou Olímpio, que é também militante dos Direitos Humanos.

No Facebook, diversas pessoas comentaram o episódio e lamentaram os tempos atuais, caracterizado por muitos como facismo.

QUEM É MÁRCIO – Em 1982, aos 24 anos, disputou sua primeira eleição, candidatando-se a vereador pelo PMDB. Elegeu-se com 1.576 votos. Seis anos depois, em 1988, disputou a reeleição, pelo antigo PCB. Com 1.587 sufrágios (11 a mais que em 1982), reelegeu-se para mais 4 anos de mandato – foi o primeiro vereador eleito pelo PCB estadual após a redemocratização do Brasil.

Em 1990, Márcio disputou sua primeira e única eleição para deputado estadual, novamente pelo PCB. Recebeu 2.306 votos, insuficientes, porém, para se eleger. Curiosamente, foi sua maior votação em 5 eleições disputadas na carreira.

Pelo recém-criado PPS, Márcio Rocha disputou novamente a reeleição, sendo bem-sucedido: angariou 1.041 votos, garantindo o terceiro mandato. Deixou o PPS em 1996 para filiar-se ao PSB. Apoiando o ex-prefeito Enivaldo Ribeiro (PPB), concorreu novamente à reeleição, obtendo 1.229 votos. Desta vez, Márcio não conseguiu o quarto mandato seguido de vereador, encerrando sua carreira política assim que deixou a Câmara de Vereadores, em janeiro de 1997.

Quando vereador, Márcio se destacava por suas denúncias polêmicas contra o então prefeito Cássio Cunha Lima, hije Senador. O então parlamentar denunciava obras que ele considerava superfaturadas, como os serviços da Avenida Canal, batizado na época como “Canal do Ouro”, pelo alto valor empregado.

News Reporter

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