O artista conhecido como Gotasi apresenta agora uma proposta singular, intitulada “21 Vibrações para a Felicidade”, que busca conjugar cor, energia e valores humanos em uma imersão estética. Uma expressão que vai além da imagem, convidando o público a vivenciar sensações vibrantes e refletir sobre a existência coletiva.
De modo visceral e envolvente, Gotasi trabalha com paletas intensas, formas dinâmicas e uma composição que se alinha à potência emocional do espectador. O projeto não se limita à pintura ou instalação: ele transpõe a linguagem artística para cenários onde a interação humana, o espírito comunitário e a busca por alegria se tornam matéria-prima.
Segundo o artista, essas “vibrações” são justamente impulsos residuais da alma humana — impulsos de leveza, conexão e cooperação. Em seu discurso, Gotasi enfatiza que o mundo contemporâneo exige não apenas contemplação estética, mas uma retomada dos fundamentos que nutrimos em nossa convivência: empatia, colaboração e presença.
O formato da mostra segue um ritmo pensado para ampliar a experiência: elementos visuais instalados junto a trilhas sonoras, espaço para vivência coletiva e momentos em que o público é convidado a sentir essa energia dentro de si. A cor, a luz e a textura são utilizadas como canais para ecoar ideias de felicidade compartilhada — como se cada obra fosse um emissor de “vibrações” capazes de ativar o que há de mais humano em todos nós.
Além da estética, o valor humano aparece como componente central. Gotasi acredita que a arte pode funcionar como força de transformação individual e social. Ao reunir expressividade, estética vibrante e proposição ética, “21 Vibrações para a Felicidade” se constitui como uma convocação — para que a sensibilidade e o pertencimento retornem à esfera pública, na forma de experiências e não apenas de discursos.
Em entrevistas, ele salienta que vivemos em tempos de distanciamento emocional, técnica e virtualidade. Assim, sua proposta visa contrapor esse cenário, reintroduzindo a materialidade, a corporeidade da cor e do gesto, e o momento compartilhado. A arte, para ele, deixa de ser apenas objeto de fruição e torna-se ocasião de encontro — com o outro e consigo mesmo.
Em síntese: a nova apresentação de Gotasi é mais do que uma exposição artística; é um rito de reconexão, onde a paleta de cores, o espaço de convivência e a intenção ética se combinam para fomentar uma alegria que pulsa — que vibra — e que, sobretudo, se vive junto.
