Senador apresentou agenda econômica e política externa durante encontro da CNI em Brasília e criticou modelo tributário atual
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro defendeu nesta segunda-feira (22) uma redução da carga tributária no Brasil e a adoção de uma política externa baseada no “pragmatismo”, com maior equilíbrio nas relações com Estados Unidos e China.
As declarações foram feitas durante um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, que reuniu nomes cotados para disputar a Presidência em 2026 e apresentou propostas voltadas ao setor produtivo.
Agenda econômica: menos impostos e menos burocracia
Flávio Bolsonaro afirmou que uma eventual gestão sua teria como prioridade a simplificação do sistema tributário e a redução de impostos. Ele também criticou o excesso de burocracia e defendeu um Estado menor e mais eficiente na condução da economia.
Segundo o senador, o ambiente de negócios no país precisa de mudanças estruturais para aumentar a competitividade e estimular investimentos privados. Ele também voltou a defender medidas de contenção de gastos públicos como parte central de sua proposta econômica.
Política externa: foco em equilíbrio entre potências
Na área internacional, o parlamentar defendeu uma postura de maior equilíbrio diplomático, com relações simultâneas e “sem ideologia” com grandes potências globais.
Ele afirmou que o Brasil deve manter diálogo aberto tanto com os Estados Unidos quanto com a China, priorizando interesses comerciais e estratégicos acima de alinhamentos políticos.
Comparações políticas e narrativa de governo
Durante sua fala, Flávio Bolsonaro comparou diferentes modelos de gestão econômica recentes no país, destacando sua visão de que políticas anteriores teriam sido mais eficientes na condução fiscal e na arrecadação.
Ele afirmou que, caso eleito, pretende retomar uma linha de governo voltada à redução do tamanho do Estado, ampliação da competitividade econômica e maior previsibilidade para investidores.
Pré-campanha e disputa de 2026
A participação no evento faz parte da movimentação de pré-candidatos à Presidência no ciclo eleitoral de 2026. O encontro é visto como uma das etapas de aproximação entre o setor industrial e nomes que podem disputar o Palácio do Planalto.
O cenário eleitoral segue em formação, com diferentes candidaturas sendo testadas e articulações políticas em andamento entre partidos e federações.
