O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom da crise no Oriente Médio ao afirmar que poderá atingir diretamente os campos de gás do Irã caso o país continue com ofensivas contra o Catar.
A declaração ocorre em meio a uma rápida escalada militar na região, que já impacta os mercados globais de energia e aumenta o temor de um conflito mais amplo.
Ataques e retaliações elevam risco regional
Nos últimos dias, o Irã intensificou ataques contra instalações estratégicas no Golfo. Um dos alvos foi a região de Ras Laffan, no Catar, considerada o maior polo de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo.
Em resposta, Trump afirmou que, caso novas ofensivas ocorram, os EUA poderiam atingir o campo de South Pars, uma das principais reservas de gás do planeta. O republicano também indicou que a ação poderia acontecer mesmo sem coordenação prévia com Israel.
Autoridades catarianas confirmaram danos em estruturas energéticas após os ataques, mas informaram que incêndios foram controlados e não houve registro de vítimas.
Energia no centro da crise global
O agravamento do conflito já reflete no mercado internacional. O barril do petróleo tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 112, impulsionado pelo risco de interrupção no fornecimento.
O Catar, segundo maior exportador global de GNL, classificou os ataques como violação grave ao atingir infraestrutura civil essencial, elevando o tom diplomático contra Teerã.
Além disso, países como os Emirados Árabes Unidos adotaram medidas preventivas, incluindo o fechamento de instalações energéticas após a queda de destroços de mísseis.
Estreito de Ormuz preocupa comunidade internacional
Outro ponto crítico é o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.
Com o tráfego comprometido, milhares de embarcações permanecem retidas na região, elevando a pressão sobre cadeias globais de abastecimento.
Diante do cenário, organismos internacionais discutem a criação de corredores marítimos seguros, enquanto líderes mundiais defendem a contenção da escalada militar.
Pressão internacional por trégua
O presidente da França, Emmanuel Macron, propôs uma pausa nos ataques a instalações energéticas, alertando para os riscos à população civil e à segurança do fornecimento global.
Em menos de três semanas, o conflito já deixou mais de 2 mil mortos, com epicentros no Irã e no Líbano, ampliando o temor de uma guerra de grandes proporções no Oriente Médio.
