Enquanto 60% dos executivos priorizam a transformação digital em Procurement, estudos mostram que falta de integração, dados dispersos e processos pouco preparados ainda limitam o retorno da Inteligência Artificial.
São Paulo, 14 setembro de 2026 — A Inteligência Artificial avança rapidamente sobre Procurement, mas a infraestrutura operacional das empresas ainda não acompanha o mesmo ritmo. O desafio aparece quando novas capacidades de automação e análise passam a operar sobre dados de fornecedores, contratos, terceiros, compliance e desempenho que continuam distribuídos entre diferentes sistemas, processos e áreas da organização.
O estudo Procurement at a crossroads: from optimism to realism, desenvolvido pelo Economist Enterprise e apoiado pela SAP, ouviu 2.648 executivos C-level em 23 países. Entre os entrevistados, 60% apontam transformação digital como principal prioridade estratégica de Procurement no curto prazo e 56% indicam a adoção de uma estratégia de Inteligência Artificial como principal vetor desse movimento.
O mesmo levantamento expõe a distância entre intenção e capacidade de execução. Para 72% dos respondentes, a incerteza sobre retorno do investimento está entre as principais barreiras para adotar ou escalar IA. Outros 56% apontam dificuldades de integração com sistemas e processos existentes.
A limitação fica ainda mais evidente quando a discussão avança para AI Agents. Pesquisa divulgada pela Deloitte em agosto mostra que apenas 5% das organizações consideram seus processos altamente preparados para operar com agentes de Inteligência Artificial. Entre os principais obstáculos, 72% apontam ausência de dados unificados e acessíveis, 70% relatam dificuldades para confiar e estabelecer governança sobre os agentes e 67% consideram a integração complexa e cara.
Os números revelam um problema anterior à escolha da tecnologia. Uma organização pode automatizar cadastro, análise documental, contratos, homologação ou monitoramento e ainda manter decisões fragmentadas se cada etapa operar sobre uma visão diferente do mesmo fornecedor. A velocidade aumenta, mas a capacidade de decisão continua condicionada à qualidade e à conexão das informações disponíveis.
A discussão também chegou às estruturas de Procurement. Em agosto, o Gartner alertou que resultados produzidos por IA se tornam mais difíceis de prever, confiar e governar quando diferentes ferramentas aplicam lógicas de decisão de forma independente. A consultoria também identificou que capacidades de Inteligência Artificial estão sendo adquiridas de maneira fragmentada entre softwares, serviços, infraestrutura, aplicações embarcadas e diferentes áreas da organização.
É nesse contexto que a Nashai traz ao mercado o SYM Supply One, uma plataforma completa que garante a governança de toda a cadeia de fornecedores da companhia.
O SYM Supply One parte de uma premissa: se o fornecedor percorre uma única jornada dentro da organização, as informações utilizadas para governar essa relação não deveriam permanecer isoladas em cada etapa, mas sim integradas e monitoradas.
A plataforma se integra ao ambiente tecnológico existente e organiza, em uma mesma camada de governança, processos, dados, riscos, evidências e decisões hoje distribuídos entre ERP, plataformas de compras e outros sistemas corporativos.
Sua arquitetura combina três dimensões: tecnologia para estruturar volume, padrão, workflows e rastreabilidade; inteligência para interpretar documentos, cruzar dados, identificar sinais de risco e apoiar decisões; e serviços especializados nas etapas que exigem julgamento, conhecimento técnico ou capacidade operacional dedicada.
“Toda empresa quer implementar IA na solução, mas a verdade é que existe uma diferença importante entre colocar Inteligência Artificial em um processo e construir uma operação preparada para utilizar inteligência em escala. Quando os dados continuam fragmentados, a tecnologia pode acelerar uma tarefa sem necessariamente melhorar a decisão. O SYM Supply One nasce para conectar essas capacidades ao longo da jornada do fornecedor, monitora os contratos da empresa, evidência e gera governança”, afirma Fernanda Delboni, CEO da Nashai.
A Inteligência Artificial também passa a ocupar uma posição transversal nessa arquitetura. Agentes, automações e modelos de análise podem atuar em validação documental, cruzamento de informações, classificação de riscos, monitoramento e identificação de exceções, enquanto especialistas permanecem concentrados nas situações que exigem interpretação e julgamento.
A questão central para Procurement, portanto, passa a ser menos quantas ferramentas de IA a empresa possui e mais se sua arquitetura permite que tecnologia, dados e pessoas tomem decisões a partir de uma visão consistente da relação com fornecedores.
Sobre a Nashai
A Nashai é especializada na construção de infraestrutura de governança para cadeias de fornecedores. Por meio de software proprietário, inteligência de dados e operação especializada, apoia organizações na gestão de fornecedores, terceiros, contratos, conformidade, sustentabilidade e riscos operacionais em ambientes complexos e regulados.
O SYM Supply One representa a evolução dessa proposta: uma plataforma única sobre a qual diferentes capacidades de tecnologia, inteligência e serviços podem ser ativadas conforme a jornada, o risco e a necessidade operacional de cada organização.
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