Brasil vai às urnas neste domingo para escolher presidente, governadores e representantes do Legislativo nas eleições 2026

Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar neste domingo (4); veja quem disputa a Presidência, os cargos em jogo, as regras da votação e como acompanhar a apuração

Nopnet – O Brasil realiza neste domingo, 4 de outubro, o primeiro turno das Eleições 2026. A votação mobiliza eleitores de todo o país para escolher o presidente da República, os governadores dos estados e do Distrito Federal, dois senadores por unidade da Federação, deputados federais, estaduais e distritais.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 158.765.543 eleitores estão aptos a votar. A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, e os primeiros resultados poderão ser conhecidos após o encerramento das seções eleitorais.

Caso nenhum candidato à Presidência obtenha mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro. A mesma regra vale para as disputas de governador nos estados em que nenhum concorrente alcançar a maioria absoluta dos votos válidos.

Eleições 2026: quem são os candidatos à Presidência

Doze chapas tiveram suas candidaturas presidenciais validadas pela Justiça Eleitoral. A disputa reúne representantes de diferentes partidos e correntes políticas.

Confira a relação dos candidatos e seus partidos:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): presidente da República, ex-metalúrgico e dirigente sindical. Governou o país entre 2003 e 2010 e retornou ao cargo em 2023. Nasceu em 27 de outubro de 1945 e tem 80 anos.
  • Flávio Bolsonaro (PL): senador pelo Rio de Janeiro, advogado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nasceu em 30 de abril de 1981 e tem 45 anos.
  • Ronaldo Caiado (PSD): médico, ex-deputado federal, ex-senador e ex-governador de Goiás. Nasceu em 25 de setembro de 1949 e tem 77 anos.
  • Romeu Zema (Novo): empresário e ex-governador de Minas Gerais, eleito em 2018 e reeleito em 2022. Nasceu em 28 de outubro de 1964 e tem 61 anos.
  • Rui Costa Pimenta (PCO): jornalista e dirigente do Partido da Causa Operária, de orientação trotskista.
  • Samara Martins (UP): candidata da Unidade Popular, partido ligado a movimentos populares e à esquerda socialista.
  • Hertz Dias (PSTU): professor e militante político, representante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado.
  • Edmilson Costa (PCB): economista e dirigente do Partido Comunista Brasileiro.
  • Renan Santos (Missão): empresário e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre, movimento que ganhou projeção nacional a partir de 2015.
  • Wilson Grassi (Democrata): candidato pelo partido Democrata.
  • Clariana Barão (DC): candidata pelo partido Democracia Cristã.
  • Augusto Cury (Avante): médico psiquiatra e escritor, conhecido nacionalmente por seus livros sobre comportamento humano e desenvolvimento pessoal.

A relação das candidaturas foi divulgada pelo TSE após a conclusão dos julgamentos dos registros. A idade de cada candidato deve ser considerada na data de 4 de outubro de 2026; para os nomes cuja data de nascimento não foi confirmada em fonte oficial nesta apuração, a idade não é informada.

Quantos cargos estão em disputa nas eleições

Além da Presidência, os eleitores escolherão representantes para os governos estaduais e para o Poder Legislativo.

Governadores: são 27 disputas, considerando os 26 estados e o Distrito Federal. Os mandatos começam em 2027 e têm duração de quatro anos.

Senado Federal: serão eleitos 54 senadores, dois por estado e pelo Distrito Federal. A renovação corresponde a dois terços das 81 cadeiras da Casa. O mandato dos eleitos será de oito anos.

Câmara dos Deputados: as 513 vagas serão disputadas pelo sistema proporcional, que considera a votação dos candidatos e o desempenho dos partidos e federações segundo as regras eleitorais.

Assembleias legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal: estão em disputa 1.035 vagas de deputado estadual e 24 de deputado distrital.

No total, milhares de candidaturas concorrem aos cargos estaduais e federais. Os números definitivos por cargo podem ser consultados no sistema de divulgação de candidaturas do TSE.

Quem pode votar neste domingo

O voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos.

O voto é facultativo para pessoas de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e pessoas analfabetas.

Para votar, é necessário comparecer à seção eleitoral indicada pela Justiça Eleitoral e apresentar documento oficial com foto. Entre os documentos aceitos estão a carteira de identidade, o passaporte, a carteira de trabalho e a Carteira Nacional de Habilitação.

O e-Título também pode ser utilizado como documento de identificação quando contém fotografia do eleitor.

Qual é a ordem de votação na urna eletrônica

O eleitor deverá escolher seis candidatos, nesta sequência:

  1. Deputado federal.
  2. Deputado estadual ou distrital.
  3. Primeiro senador.
  4. Segundo senador.
  5. Governador.
  6. Presidente da República.

É permitido levar uma anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos. A chamada cola eleitoral ajuda a evitar erros durante a votação.

O que é proibido no dia da eleição

A legislação eleitoral estabelece regras para garantir a liberdade de escolha e o sigilo do voto.

Neste domingo, são proibidos:

  • Boca de urna e pedido de votos junto aos eleitores.
  • Distribuição de material de campanha e outras ações de propaganda eleitoral proibidas no dia do pleito.
  • Comícios, carreatas e manifestações coletivas de caráter eleitoral.
  • Abordagens destinadas a convencer ou constranger eleitores.
  • Uso de celular, câmera fotográfica, filmadora ou equipamento semelhante dentro da cabine de votação.
  • Fotografar ou filmar a urna eletrônica.

O celular deve ser desligado e deixado no local indicado pelos mesários antes de o eleitor entrar na cabine.

É permitida a manifestação individual e silenciosa de preferência política, por meio de camisetas, broches, adesivos ou outros elementos autorizados pela legislação.

Eventuais restrições à venda e ao consumo de bebidas alcoólicas devem ser verificadas junto ao Tribunal Regional Eleitoral de cada estado, pois podem depender de determinações locais.

Como justificar a ausência às urnas

Quem estiver fora de seu domicílio eleitoral e não puder votar poderá justificar a ausência pelo aplicativo e-Título ou pelos canais oficiais disponibilizados pela Justiça Eleitoral, observadas as condições aplicáveis a cada situação.

A justificativa referente ao primeiro turno poderá ser apresentada até 3 de dezembro de 2026. O prazo para o segundo turno, caso ocorra, termina em 8 de janeiro de 2027.

Cada turno é considerado uma eleição para fins de justificativa. Portanto, quem deixar de votar nos dois turnos deverá apresentar justificativas separadas.

A ausência não justificada pode resultar em multa e pendências eleitorais. A falta a três eleições consecutivas, considerando cada turno como uma eleição, pode levar ao cancelamento da inscrição eleitoral, conforme as regras aplicáveis.

Como votam os brasileiros que estão no exterior

Brasileiros com domicílio eleitoral no exterior votam nas eleições presidenciais para escolher presidente e vice-presidente da República.

A votação é organizada pela Justiça Eleitoral em locais autorizados, como embaixadas e consulados, conforme a disponibilidade de seções eleitorais.

Quem mantém o título eleitoral vinculado a uma cidade brasileira, mas está fora do país no dia da eleição, deverá justificar a ausência. O procedimento pode ser realizado pelo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, com apresentação da documentação exigida.

Após o pleito, a justificativa pode ser encaminhada em até 60 dias após cada turno. Também existe a possibilidade de apresentação em até 30 dias depois do retorno ao Brasil, mediante comprovação da ausência no exterior.

As orientações e os procedimentos estão disponíveis no portal oficial do TSE.

Horário de votação: quando começam e terminam as eleições

As seções eleitorais funcionarão das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

Como o Brasil possui diferentes fusos horários, o horário local de abertura e encerramento varia em algumas regiões, seguindo a padronização determinada pela Justiça Eleitoral.

Quem estiver na fila às 17h poderá votar, desde que permaneça na fila e siga as instruções dos mesários.

Quando saem os resultados das eleições 2026

A apuração começa após o encerramento da votação. Os dados das urnas eletrônicas são transmitidos à Justiça Eleitoral, responsável pela totalização e divulgação oficial dos resultados.

As primeiras parciais podem aparecer no início da noite, mas não há um horário único garantido para a conclusão da apuração em todo o país.

Os resultados para presidente, governador, senador e deputados poderão ser acompanhados pelos canais oficiais do TSE e dos tribunais regionais eleitorais.

Se nenhum candidato à Presidência alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro. A mesma data será utilizada nas disputas estaduais para governador que exigirem uma nova votação.

Últimas pesquisas presidenciais: Datafolha e Quaest divulgam levantamentos na véspera

As pesquisas divulgadas no sábado (3), véspera do primeiro turno, mostram uma disputa presidencial concentrada principalmente em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com diferenças que variam conforme o instituto e a metodologia.

Levantamento do Datafolha, divulgado em 3 de outubro, apontou Lula com 45% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro com 42%. A pesquisa ouviu 4.006 eleitores, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro informado para o levantamento é BR-01708/2026.

Já a pesquisa Quaest, divulgada na mesma data, indicou Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 45% dos votos válidos. O estudo ouviu 3.702 pessoas, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Os levantamentos apresentam resultados dentro da margem de erro, e as intenções de voto não equivalem ao resultado oficial das urnas. A definição dos eleitos será feita pela apuração da Justiça Eleitoral.

 

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