Europa endurece combate ao trabalho forçado e amplia pressão sobre riscos de terceiros

Regra que entra em vigor em 2027 reforça a necessidade de identificar pendências trabalhistas, documentais e contratuais antes que fornecedores e terceiros comprometam a operação.

A União Europeia ampliou a preparação para aplicar, a partir de 14 de dezembro de 2027, regras que proíbem a comercialização, disponibilização e exportação de produtos fabricados total ou parcialmente com trabalho forçado. O movimento aumenta a pressão sobre empresas que dependem de cadeias extensas de fornecedores, terceiros e subcontratados.

Em 26 de junho, a Comissão Europeia lançou diretrizes e um portal de preparação para a aplicação da Forced Labour Regulation. A regra alcança produtos importados, fabricados dentro da União Europeia ou exportados a partir do bloco.

Para empresas brasileiras com atuação direta ou indireta no mercado europeu, o desafio não se resume à existência de políticas de direitos humanos ou declarações formais de fornecedores. A questão passa a ser a capacidade de identificar, antes da execução, quais terceiros participam da operação, quais requisitos trabalhistas e contratuais são aplicáveis, quais pendências permanecem abertas e quais evidências sustentam a decisão de manter aquele fornecedor ativo.

Em operações críticas, uma pendência descoberta tarde deixa de ser apenas um problema documental. Pode comprometer a mobilização de equipes, execução contratual, liberação de atividades, resposta a auditorias, continuidade operacional e relação com clientes.

A exposição tende a aumentar quando cadastro, homologação, documentos trabalhistas, contratos, requisitos de acesso, histórico de pendências e evidências operacionais permanecem dispersos entre áreas, planilhas e sistemas. Nesse cenário, a empresa só identifica a fragilidade quando a operação já está em andamento ou quando precisa responder a uma fiscalização, investigação ou exigência comercial.

“Empresas que dependem de terceiros não podem descobrir uma pendência trabalhista, documental ou contratual quando a atividade já está em execução. A gestão precisa antecipar o risco, evidenciar o que foi validado e permitir que a operação tome decisões antes que uma irregularidade comprometa a produção”, afirma Fernanda Delboni, CEO da Nashai.

A nova regra europeia não cria uma obrigação geral de auditoria ou reporte para todas as empresas. Mas, durante investigações, companhias poderão ser chamadas a apresentar informações sobre como tratam riscos de trabalho forçado em suas cadeias. Quando a prática for confirmada, produtos poderão ser proibidos no mercado europeu.

O impacto vai além da reputação. A incapacidade de demonstrar controle sobre terceiros e etapas críticas da cadeia pode reduzir a capacidade de resposta da empresa, ampliar exposição contratual e comprometer acesso a mercados mais exigentes.

A Nashai atua na governança da cadeia de fornecedores e terceiros, conectando cadastro, requisitos, documentos, contratos, pendências, evidências e acompanhamento operacional. Por meio do SYM Supply, SYM Verifica e serviços especializados, apoia organizações na estruturação de operações mais rastreáveis, consistentes e preparadas para identificar riscos antes que eles afetem a execução.

Sobre a Nashai

A Nashai é especializada em governança da cadeia de fornecedores, com foco em fornecedores, terceiros, contratos, riscos e conformidade. Por meio de tecnologia e serviços especializados, apoia organizações na estruturação de operações mais seguras, rastreáveis e aderentes a ambientes regulados.

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