Entre ensaios desastrosos, segredos, crises de ansiedade e o despertar do primeiro amor, a autora aposta em uma história LGBTQIA+ que desafia os clichês das comédias românticas adolescentes.
“Na Peça do Amor, Eu Sou o Figurante” é o novo livro da escritora Vitória Marques e chega ao público como uma comédia romântica adolescente LGBTQIA+ que combina humor, emoção e temas sensíveis, como ansiedade, identidade, autodescoberta e os desafios do primeiro amor. Quarto livro publicado pela autora em apenas dois anos, a obra aposta em personagens imperfeitos e situações inspiradas na vida real para retratar os bastidores da adolescência sem recorrer aos clichês tradicionais do gênero.
Ambientado em um grupo de teatro escolar, o romance acompanha Angelo, um jovem introvertido, sarcástico e apaixonado em segredo por um colega de elenco, e Luan, o estudante considerado perfeito por todos, mas que enfrenta uma intensa luta contra a ansiedade e vive um relacionamento no qual já não consegue ser feliz. Entre ensaios desastrosos, trapalhadas fora de cena, bombons compartilhados e sentimentos que desafiam expectativas, os dois constroem uma amizade que muda completamente suas vidas.
Para Vitória Marques, o livro nasceu em um momento particularmente difícil de sua trajetória.
“É uma sensação gratificante, já que sinto que, a cada livro publicado, eu subo mais um degrau da escada dos meus sonhos. Quando escrevi ‘Na Peça do Amor, Eu Sou o Figurante’, no final de 2025, eu estava passando por uma fase turbulenta da minha vida. Através dele, consegui transformar todas as minhas dificuldades em uma história maravilhosa, sincera e com um significado muito íntimo para mim.”
Uma comédia romântica que foge dos clichês
Embora tenha humor e romance como marcas da narrativa, Vitória afirma que seu objetivo foi construir uma história próxima da realidade.
“Espero que o leitor fuja das comédias românticas tradicionais, porque este livro não é uma delas. Eu queria caos, confusões, problemas e fazer o leitor passar ansiedade, raiva e alegria ao mesmo tempo. Queria um romance que pudesse acontecer na vida real, sem aquele filtro de perfeição que tantas histórias de amor costumam apresentar.”
Segundo a autora, o livro mantém a leveza característica das comédias românticas, mas sem ignorar os conflitos emocionais enfrentados pelos personagens.
“Posso garantir que continua sendo uma comédia romântica leve e divertida, daquelas que fazem rir, emocionar e torcer pelos personagens até a última página.”
Teatro como metáfora para descobrir quem realmente somos
No romance, o teatro vai muito além de servir como cenário para os acontecimentos.
“O teatro não é apenas um cenário; ele é uma metáfora para os personagens. É um dos poucos lugares onde podemos nos expressar de verdade.”
A inspiração surgiu de uma experiência vivida pela própria autora durante uma peça escolar realizada em 2024.
“Foi tão incrível que pensei comigo mesma: preciso retratar isso em algum livro. Um ano depois consegui realizar esse desejo.”
Personagens reais, imperfeitos e humanos
Vitória Marques explica que Angelo e Luan foram criados para representar adolescentes comuns, com qualidades, defeitos e inseguranças.
“Não quis criar protagonistas perfeitos. Eles têm defeitos, cometem erros e ainda estão tentando descobrir quem são. Angelo e Luan não são melhores do que ninguém. São humanos, fazem muitas cagadas no processo e acredito que seja justamente isso que torna a trajetória deles interessante.”
A autora afirma que também procurou construir situações com as quais muitos jovens possam se identificar.
“Minha intenção foi criar personagens e situações com as quais os jovens pudessem se identificar. Essa transição da adolescência para a vida adulta é caótica e assustadora. Procurei não romantizar os problemas da juventude, mas transformá-los em situações humanas e, muitas vezes, cômicas.”
Literatura LGBTQIA+ e os desafios da descoberta
Ao colocar dois adolescentes no centro da narrativa, “Na Peça do Amor, Eu Sou o Figurante” também amplia a presença da literatura LGBTQIA+ voltada ao público jovem. O romance aborda temas como identidade, aceitação, medo da rejeição, ansiedade e o processo de compreender os próprios sentimentos durante uma das fases mais intensas da vida.
Sem transformar esses conflitos no único foco da história, Vitória Marques apresenta personagens que vivem experiências universais — amizades, inseguranças, sonhos e expectativas — enquanto enfrentam os desafios particulares da descoberta da sexualidade e da busca por pertencimento. O resultado é uma narrativa que combina representatividade, humor e emoção, mostrando que o verdadeiro drama nem sempre acontece no palco, mas nos bastidores da vida.
Sobre o livro
Em “Na Peça do Amor, Eu Sou o Figurante”, ensaios desastrosos, crises de ansiedade, bombons compartilhados e sentimentos inesperados conduzem Angelo e Luan por uma jornada de amadurecimento e autodescoberta. Entre os bastidores de uma peça de teatro e os dilemas da adolescência, a obra convida o leitor a refletir sobre identidade, coragem, amizade, amor e a importância de abandonar as máscaras impostas pela sociedade para descobrir quem realmente somos.
Outros livros de Vitória Marques
Antes de “Na Peça do Amor, Eu Sou o Figurante”, Vitória Marques já havia construído uma trajetória marcada pela diversidade de gêneros literários. Sua estreia aconteceu em 2024 com “Liss e Lênin”, romance sobre amizade, superação e amadurecimento que marcou o início de sua carreira como escritora. Em seguida, a autora apresentou “A Melodia do Caos”, primeiro volume de uma história que mistura suspense, mistério, humor e acontecimentos enigmáticos. Ainda no mesmo período, lançou “Prédios & Vidas”, uma comédia romântica que acompanha as histórias e os sentimentos de moradores de um condomínio, explorando os desafios do primeiro amor e da convivência entre diferentes gerações.
Com “Na Peça do Amor, Eu Sou o Figurante”, Vitória Marques amplia sua produção literária ao mergulhar no universo da comédia romântica adolescente LGBTQIA+, mantendo como marca registrada personagens jovens, conflitos emocionais e narrativas que valorizam amizade, diversidade, autodescoberta e relações humanas. Em apenas dois anos, a escritora chegou ao seu quarto livro publicado, consolidando uma trajetória em constante crescimento e transitando por diferentes estilos narrativos sem perder o foco no público jovem.
