Candidato do Missão afirma que pretende elevar a cobertura vacinal infantil a 95% e explica por que o assunto não aparece de forma específica no documento
O candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, afirmou nesta quinta-feira (20) ser favorável à vacinação e ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração ocorre após questionamentos sobre a ausência de uma defesa explícita da imunização em seu plano de governo.
Entre os cinco candidatos mais bem posicionados nas pesquisas citadas pela reportagem original, Renan é o único cujo plano não apresenta a vacinação expressamente como estratégia de saúde pública.
Ao explicar sua posição, o candidato afirmou que pretende recuperar os índices de vacinação infantil no país e estabelecer como meta uma cobertura de 95% no calendário básico.
“Sou favorável à vacinação e ao calendário do PNI. A queda da cobertura vacinal infantil na última década é uma das falhas mais graves do Estado brasileiro no período”, declarou Renan.
Candidato explica ausência da vacinação no plano
Questionado sobre o motivo de o tema não aparecer de maneira específica no plano de governo, Renan Santos afirmou que o documento não foi elaborado como uma relação de medidas para cada doença.
Segundo o candidato, a proposta organiza a área da saúde a partir de metas que possam ser acompanhadas e cobradas dos gestores públicos. Nesse modelo, a vacinação seria incluída entre os indicadores utilizados para avaliar os resultados da política de saúde.
“O Brasil já tem metas de cobertura vacinal há décadas. O que faltou foi consequência para quem não entrega”, afirmou.
Meta é recuperar cobertura infantil
Renan disse que seu compromisso, caso seja eleito, será recuperar a cobertura do calendário básico de vacinação infantil para o patamar de 95%.
A declaração coloca a vacinação entre os indicadores que, segundo o candidato, deverão ser utilizados para medir o desempenho da gestão pública na área da saúde.
A posição foi apresentada durante a campanha presidencial de 2026, em meio ao debate sobre as propostas dos candidatos para a saúde pública e as políticas de imunização no país.
